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  • Victor Prado

Por que jogar e assistir vídeos de games pode estar transformando seu filho em um profissional?


Você não se torna mecânico por gostar e comprar carros.

Você não se torna chef por gostar de comer.


Mas por que você fica mais próximo de se tornar desenvolvedor de jogos, youtuber ou e-atleta (jogador profissional) quando você está usando games e se envolvendo com esses conteúdos?


Essas três profissões fazem parte da chamada Audiovisual 4.0. Elas empregam recursos audiovisuais, como Música, Imagens em movimento (cinema) e Games, mas estão na ponta da tecnologia 4.0, é um processo industrial, envolvem tecnologia digital e são hiperconectadas.


Essa indústria, que não para de crescer, é extremamente recente e possui algumas características completamente diferentes do que a maioria das pessoas com mais de 40 anos esperam. Para começar, ela evolui de maneira tão rápida que se fossem 5 anos de graduação formal, ao final do curso, o aprendizado já estaria velho!


Por esse motivo temos de cara um dos pontos mais positivos, a acessibilidade dessa indústria! Poucos sabem, mas Shigeru Miyamoto, o criador do icônico Mario, era arquiteto e não sabia nada de desenvolvimento de jogos! Pois é, vários dos games mais jogados hoje tem sua origem em criações de jogadores que nada sabiam de programação ou arte, porém eram gamers e sabiam do que gostavam. Fortnite, League of Legends, Free Fire, Pubg? Esses games vieram originalmente de criações de gamers que pensaram fora da caixa.


Mas como isso acontece?


O mais importante para o desenvolvimento de games é entender os diversos elementos que compõem um jogo. Game Design, que é a arquitetura de jogos, não requer nada além de papel, lápis e boas idéias. Porém para ter boas idéias e reconhecer o que faz engajar em cada jogo, é necessário aumentar a literacia gamer, a quantidade de jogos que um jogador experimentou.


Com o tempo, o gamer passa a reconhecer quais mecânicas fazem mais sentido para cada estilo de game e pode acabar conseguindo fazer até uma engenharia reversa, visualizando os componentes dos jogos que joga. Esse gamer crítico, que sabe o que joga e por que joga, já possui o necessário para análises de games no youtube e está muito próximo de se tornar um desenvolvedor.


No e-Base – Centro de formação gamer no Rio de Janeiro, o público chega como gamer e logo se apropria das ferramentas e informações necessárias para desenvolver. Basta um acesso as ferramentas básicas e a profissionais da área, para o gamer perceber que pode trabalhar com o que gosta.